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Como definir o sistema de climatização ideal?


Se escolher o aparelho de ar condicionado para uma residência é uma tarefa que envolve informação e pesquisa, definir o aparelho e sistema de climatização ideal para uma empresa de grande porte ou indústria, exige também um amplo conhecimento técnico. Um bom projeto vai garantir que a refrigeração do local seja satisfatória e não haja consumo de energia excessivo.

Antes de escolher o aparelho ideal, é necessário um cálculo em BTU, a medida de potência do aparelho, em relação ao ambiente em que ele será colocado. Ao realizar essa tarefa, o profissional especializado leva em conta diversos fatores, como incidência solar, quantidade de equipamentos que emitem calor, quantidade de pessoas no ambiente, entre outros.

Para ilustrar, um cálculo simples: a carga média de um ambiente é perto de 600 BTU/h por m², considerando que neste ambiente frequentem apenas duas pessoas. Ou seja, para um ambiente de 20 m² com duas pessoas, a potência necessária seria de 12.000 BTU/h. Para cada pessoa a mais ou equipamentos que irradiem calor, deve-se somar mais 600 BTU/h.

Em relação ao equipamento, as opções são um aparelho convencional ou um sistema mais moderno, o inverter. Os modelos convencionais utilizam a unidade condensadora em um sistema liga-desliga. Ou seja, quando ativado, o motor funciona em capacidade máxima até atingir a temperatura solicitada e então desliga, retomando sua operação apenas quando o ambiente esquentar ou esfriar mais de dois graus célsius. Isso gera picos de energia, o que os tornam menos eficientes energeticamente.

Já os modelos inverter se adaptam à temperatura ambiente. Os motores/compressores determinam a potência a ser utilizada de acordo com a variação entre a temperatura externa e a desejada pelo usuário. Essa alteração do nível de potência do equipamento garante uma economia de até 60% quando comparado aos modelos convencionais. No caso de empresas que dependem do sistema de climatização, essa economia pode fazer uma grande diferença.

Além disso, para ambientes ou conjunto de ambientes que possuam sistemas com capacidade superior a 60.000 BTU/h, é obrigatória a aplicação do plano de manutenção preventiva e corretiva conhecido com PMOC, que deve ser assinado por um engenheiro e deve conter informações e dados referentes a possíveis falhas, índices de sujeira e outros fatores. Com essas informações, o técnico especializado deverá avaliar o equipamento e efetuar os reparos e substituições necessárias.

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